quarta-feira, 17 de agosto de 2011

“Boa Parte de Mim Vai Embora”

Vanguart 
Vanguart e o faroeste do amor

“Boa Parte de Mim Vai Embora” é um marco na história da Vanguart, banda formada em 2004 em Cuiabá, Mato Grosso. Até então, o quinteto enfrentava tiroteios entre a inspiração em Beatles e Bob Dylan e versos em português e inglês. Três anos depois do bem-sucedido álbum de estreia, “Vanguart”, oxigenado pela mudança para São Paulo, por novas influências – cantores como Dorival Caymmi, Roberto Carlos e Elizeth Cardoso e poetas como Walt Whitman –, e moída e remoída por encontros e desencontros amorosos, o grupo nunca soou tão coeso, tão western. À parte "Mi Vida Eres Tu", com refrão em perfeito espanhol, o álbum todo é cantado em português. Escancaradamente inspirado na mais confessional das obras de Dylan, “Blood on the Tracks”, “Boa Parte de Mim Vai Embora” é romântico do primeiro ao último acorde.

Tudo gira em torno da inquietação: o amor pode ir e voltar quantas vezes? Até onde podemos ir entre o orgulho do rompimento e a redenção da volta? Não se fala aqui na paixão ou na descoberta do amor, mas no confronto com a perda, com a sarjeta e com a cara na porta – e com a desbragada vontade de bater à porta fechada, sem esperança, mas também sem medo. O tema da ausência é conjurado já na capa: em duotone, quatro mulheres à frente de uma casa antiga – os homens, enxotados ou perdidos, devem estar do lado de fora, com cara de cachorro, implorando por voltar (as mulheres são amigas da banda: as músicas Fernanda Kostchak e Cida Moreira, a atriz Daniela Dams e a apresentadora Rafaela Tomasi).

Mas Vanguart espanta a maldição do segundo álbum encarando com calma seus demônios. Se há momentos de placidez folk, há sobretudo uma lucidez agridoce em esgarçar as feridas; o álbum soaria trágico não fosse o sofisticado iê-iê-iê que embala essas treze melancólicas canções. Ao mesmo tempo em que apresenta novas ideias para as alternâncias de dinâmica que são a marca da banda, o quinteto aprofunda a peculiar maneira como exerce o contraste tramado entre a pulsação forte e veloz do instrumental e as notas alongadas da melodia-guia. Atente-se, aliás, à maturidade dos vocais do frontman Helio Flanders, cujo registro passeia do confortável ambiente dylanesco às paisagens melodramáticas de grandes crooners da torch song como Cida Moreira, Cauby Peixoto e Rufus Wainright, impondo-o como um dos cantores de frente da nossa música pop contemporânea.

O álbum foi registrado no esquema ao vivo em somente três dias no Estúdio Inca, em Cuiabá. Juntou-se ao quinteto a violinista e arranjadora Fernanda Kostchak, responsável por colorir o som do grupo com atmosfera ora clássica ora cigana. O rock rural brasileiro, tradicionalmente escapista, antiurbano e ingênuo, foi reinventado com romantismo sujo na cidade, e por uma banda matogrossense: a novidade não é pequena. Felizmente, apesar de todos os desenganos, salva-se um álbum conceitual corajoso ao enfrentar dissabores com coração limpo e suave. No faroeste amoroso do Vanguart, os letreiros The End fazem legenda ao herói que vai embora a galope, sangrando, mas ainda vivo – depressa, depressa e devagar.

Ronaldo Bressane

“Boa Parte de Mim Vai Embora” faixa a faixa

O álbum inicia aparentemente manso – na real, carrega uma leve ousadia. "Mi vida eres tu", parceria do frontman Helio Flanders com o baixista Reginaldo Lincoln, abre direta sobre um rock suave, despretensioso, levado pela tecladeira jovem-guarda de Luiz Lazzarotto e pelo fraseado limpo da guitarra de David Dafré. Quando Flanders pede por uma "louca/ ainda mais louca que eu", não há como não lembrar de... sim, Cauby Peixoto, herói da torch song nacional. Como se derramar a voz dramaticamente já não bastasse, o refrão é atacado em espanhol, torcendo a balada numa verdadeira guaranya paraguayensis: "Ahora que mi vida/ quieres tu vida/ y ya no estás./ Soy mi propio corazón/ las calles mi vieja ilusión/ el amor aún es mi canción/ la canción de una mujer/ que yo espero en un rincón/ mi torpe irrupción/ eso es por vos, digame quién sos vos".

Em tom menor, "Se tiver que ser na bala, vai" acelera o andamento na direção de uma planície desolada do faroeste. A dor pela ausência da amada, que havia na primeira canção, aqui ganha feições de duelo com um terceiro elemento: "Não te opõe ao curso de mim/ eu vou te amar como um raio/ que se opôs ao curso do céu/ e sobre esse teu homem/ se tiver que ser na bala vai/ se tiver que ser sangrando vai". As palhetadas à surf music na guitarra fecham o clima de western.

Na balada "Desmentindo a despedida", Flanders observa outro ângulo da relação de amor arruinada: o retorno à cena do crime. O poeta reencontra a face amada e não se revê: "Eu voltei/pra dizer que não sou o mesmo/ que eu ouvi as tuas ondas no meu sono/e esse mar não foi mais que a nossa cama/ sem você, amanheceu".

"Nessa cidade", outra parceria Flanders/Lincoln, traz duas novidades. Além do trompete de Flanders, uma peça importante à sonoridade do álbum: o violino folk de Fernanda Kostchak. Conduzida com destreza pelo baterista Douglas Godoy, a canção alterna momentos suaves e épicos – a cama de piano, trompete e violino fazendo lembrar a banda escocesa Waterboys. Outro lamento do amor que se foi, nesta canção comparece o verso que intitula o álbum: "Boa parte de mim vai embora/ a sua parte que hoje sou eu".

Em clima robertocarliano de ajuste de contas, "Engole" é mais uma torch song em que o poeta lamenta seu abandono e busca forças para encarar o que perdeu: "Eu te levei até a praia/ eu me desfiz da minha esposa/ eu joguei fora o meu dinheiro/ fechei a porta pra um amigo/ eu só sonhei meu desengano/ eu desenhei as tuas pupilas/ e arde mais que brasa em pele quente/ você olhando pra mim".

A dor de cotovelo em "A patinha da garça", parceria de Flanders com Julio Nhanhá, se colore de imagens sertanejas: "Mas nem é isso que incomoda/ o foda é ver você cair na patinha de outra garça/ depois de tudo que aspirou sumir", lembrando as origens matogrossenses da Vanguart.

Uma das mais poderosas canções do álbum, "Eu vou lá" deixa entrever, no riff inicial de Dafré, outras raízes do rock rural da banda: o blues elétrico do sul norte-americano, expresso por grupos como Allman Brothers. A poesia sugere que Flanders, leitor atento de Dylan, foi beber em uma grande influência do bardo folk: Walt Whitman. Daí a amplidão de versos como "Eu sou filho dessa chuva/ desse calor dos teus olhos/ Seja eu a tua casa/ Seja eu o teu mistério/ teu riso/ e eu vou lá/ se me faltam caminhos pra ficar".

"Onde você parou", composição de Reginaldo, faz par com a canção seguinte, "...das lágrimas", ambas cantadas com competência pelo baixista. Se a primeira entrega o desencontro ("Parei onde você parou pra me esperar/ até quando você notou que não ia dar em nada"), a segunda traz, pela primeira vez, alguma esperança a esses homens tão desiludidos, tão castigados por essas mulheres que se foram: "Ela vai voltar pra te buscar/ de manhã lá, na sala de estar/ eu vou te encontrar/ no fundo eu vou gostar/ quando você disser dos homens com quem deitou/ das armas que já usou/ te amo sem nos ver a dor".

Pontuado pelo violino de Fernanda, a bela "Amigo", outra parceria Flanders/Lincoln, traz uma terceira mirada para o fim do amor: "Para onde a gente vai daqui?", pergunta o poeta, com uma angústia estranhamente plácida. A canção não fala só da morte do amor, mas do amor à morte: "A luz que nasce em mim vem de você/ das faces que eu beijei, das mãos que eu segurei/ das coisas que eu não esquecerei/ quem te vê sorrindo?/ quem te vê chorando?/ quem me vê rasgando as noites/ em casas desconhecidas/ a procurar teu retrato?".

O tema da morte começa lúgubre na oceânica "Morrerão", climática parceria de Flanders com Nhanhá: "Meus pés morrerão ao encostar nos seus/ e esse chão há de ser só teu e meu". Sutilmente, a voz de Flanders, aqui mais leve, vai despedindo-se das imagens da amada, até tranquilizar-se no misterioso e redentor verso final: "Teu mar não morrerá em ti".

Na francamente suicida "O que a gente podia ser", Flanders altera o registro da voz e troca a inspiração em Cauby e Cida Moreira (que aliás comparece na capa do álbum) e apresenta um timbre próximo ao de Rufus Wainright – raramente um rock folk teve atmosfera tão de música de fossa!

Candidata a hit, com "Depressa", a canção que fecha o álbum, a Vanguart acelera perigosamente a pulsação nesses estranhos versos-chiclete: "Você diz pra eu ir depressa/ que logo estará lá/ onde você me leva/nem Deus andará/ põe a faca no chão/ juro que não vou te machucar". Enganosamente ambientado num suave iê-iê-iê, o faroeste dos amantes sugere um desfecho trágico. Mas o poeta pede calma, pede tempo. "Ainda não é hora disso/ .../ Eu vou me despedir/pensando o que eu vivi/ o que eu não vivi/eu to indo ver". Entre corações em chamas e mulheres que vêm e vão, o Vanguart segue ileso.

Restart participa de campanha ambiental

RESTART - Gabriel Wickbold
A Restart Shop, loja virtual de produtos oficiais do Restart, inicia uma campanha ambiental, na qual para cada compra feita pelos fãs será plantada uma muda de árvore nativa em áreas de reflorestamento.

Esta ação, que será permanente na loja virtual, se tornou possível graças a uma parceria firmada entre a banda, a BandUP, empresa parceira que opera a Restart Shop e o IBF, Instituto Brasileiro de Florestas, que será o agente responsável por todo o plantio das mudas.

Com este acordo, a Restart Shop ganhou o direito de passar a ter estampado o selo verde “Plante Árvore”, que simboliza o seu comprometimento nesta importante causa ambiental.

Ao clicar no Selo Plante Árvore, estampado na lateral esquerda da loja virtual, a pessoa é direcionada a um hotsite explicativo sobre a ação.

Cada pessoa poderá ver o local do plantio da árvore referente a sua compra. Para isso, ela receberá junto com o seu pedido um código único que simboliza o “RG” de sua muda. Através deste código é feito o cadastro da muda no site do Projeto Plante Árvore (www.plantearvore.com.br), que possibilita a visualização e localização da muda.

Também serão postadas periodicamente no Flickr da campanha fotos do plantio e do crescimento das mudas.

O IBF é considerado a maior rede de fomento a produção de árvores nativas do Brasil, com 18 milhões de mudas anuais destinados a projetos de restauração com fins conservacionistas. Seus trabalhos desenvolvidos estão alinhados com as diretrizes nas Nações Unidas, além de participar do UN Global Compact and the Caring for Climate Initiative.

Para saber mais:

RESTART SHOP: www.restartshop.com.br
IBF: www.ibflorestas.org.br
PLANTE ÁRVORE: www.plantearvore.com.br
BANDUP: www.bandup.com.br

Mais informações:
http://www.myspace.com/rockrestart
http://www.estudioartmix.com.br/restart/

domingo, 14 de agosto de 2011

RIBAS MARTINS LANÇA VIDEOCLIPE COM MÚSICA INÉDITA

Ribas Martins - Foto: Divulgação
O músico e jornalista RIBAS MARTINS lançou na semana passada um videoclipe caseiro de sua música inédita "A GENTE SE AMA NO SOM". A canção romântica faz parte de seu Cd com 17 músicas de variados estilos com ritmos de rock, forró e samba.

Neste novo Cd, as letras e músicas são de sua autoria, com exceção da música "HÁ COUSA COMO VER UM PAIAIÁ", de Gregório de Matos. Temas como SUSTENTABILIDADE e PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE também estão presentes no Cd.

O videoclipe foi produzido por Claudia Souza, jornalista da Revista Músico! Que participa do clipe cantando um trecho da música. No trabalho, foi usada somente uma câmera digital com iluminação ambiente. "Quisemos fazer uma brincadeira o mais natural possível, sem máscaras e maiores produções, mostrando a nossa realidade... como somos de verdade". Confessou.

Vários outros clipes serão produzidos e disponibilizados na internet e quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do artista, pode acessar o seu blogue pessoal no www.ribasmartins.blogspot.com

A cultura paulistana ganha novo espaço neste mês

Num belo casarão da década de 50, a Casa de Cultura Carlos e Diva Pinho abre suas portas para os amantes da cultura, além de oferecer um espaço multimídia para cursos e eventos corporativos

No próximo dia 15 de agosto, na rua Almirante Pereira Guimarães, 314, num dos pontos mais privilegiados do Pacaembu, será inaugurada a Casa de Cultura Carlos e Diva Pinho, um espaço multimídia que irá abrigar manifestações culturais e eventos diversos.

O novo endereço da cultura paulistana e do público interessado em conhecimento foi idealizado pela professora emérita da USP e escritora Diva Benevides Pinho. E a sua inauguração, na noite do dia 15, marcará, além do nascimento do Instituto Carlos e Diva Pinho, também o lançamento de sua exposição "Universo II: uma visão poética das telas da professora Emérita da FEAUSP". Para marcar o início do evento, a ex-primeira soprano do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Maúde Salazar, foi convidada para cantar o Hino Nacional.

A exposição trará a público cerca de 12 trabalhos, em acrílico sobre tela, onde a artista expressa o seu olhar mais poético sobre o universo. Com a partida do esposo Carlos, em 2009, Diva começa a buscar respostas sobre a existência humana e sabiamente conclui que no universo nada morre, tudo se transforma. Logo, a morte humana não passa também de uma transformação. Assim, quem for conferir sua exposição verá trabalhos que retratam essa sua fase reflexiva, porém, extremamente poética, mostrando, por exemplo, a aurora boreal, as transformações do universo e as próprias transformações do ser humano.

O espaço

A Casa de Cultura Carlos e Diva Pinho ocupa um belíssimo casarão da década de 50 oferecendo um espaço confortável e elegante não só para as manifestações culturais, mas também para empresas interessadas em criar um ambiente ideal para o estudo e o compartilhamento de conhecimentos.

Durante o dia será um espaço ideal para cursos corporativos, já que oferecerá diversos recursos de multimídia, como lousas digitais que viabilizam acesso a internet, e à noite, a Casa de Cultura se transformará num charmoso café. "Se a cultura alimenta o intelecto, o café filosófico alimenta os sentidos", explica o secretário geral do Instituto Carlos e Diva Pinho mantenedor do espaço, Plínio Rangel Pestana. "Durante os bate papos filosóficos, chá e café serão servidos a altura do paladar de Sartre e de sua companheira Simon de Bouvoir", revela Plínio.

Ainda segundo o secretário geral do Instituto, "este espaço concretiza o sonho de dois acadêmicos brilhantes que doaram o resultado de uma vida inteira de pesquisa e de trabalho acadêmico a um ideal: o incentivo a cultura".

Instituto Carlos e Diva Pinho

Carlos Pinho e Diva Benevides Pinho foram professores titulares da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e, ao se aposentarem, criaram o Funcadi – Fundo Carlos e Diva Pinho. O Funcadi nasceu com o objetivo de apoiar às atividades de pesquisas acadêmicas de Economia, dentro da Universidade como forma de retribuírem não só os cursos que lá fizeram como também tudo que conquistaram nos quase 30 anos de trabalho junto à USP. Em seu discurso de agradecimento ao título de professora emérita que recebeu da USP em outubro de 2009, Diva já revelava a sua intenção em também investir seu talento e seus recursos na área cultural: "Quero juntar meus esforços aos de meus colegas da FEA-USP e participar, como voluntária, de atividades culturais e d e associações de amigos a fim de que nossa Faculdade continue sendo um importante celeiro de novos talentos".

Carlos e Diva foram casados por 61 anos e a criação do instituto, um sonho acalentado por muitos anos pelos dois professores, se torna realidade agora, com a inauguração da Casa de Cultura, que também funcionará como sede do instituto. Logo, a Casa de Cultura Carlos e Diva Pinho eternizará essa história de companheirismo e de dedicação. (Sônia Manzano - MTb 15.776)


Serviço: Casa de Cultura Carlos e Diva Pinho
Endereço: Rua Almirante Pereira Guimarães, 314, Pacaembu
Inauguração: Dia 15/08/2011 às 19h30 com coquetel servido pelo Buffet Neca Menna Barreto
Contato para entrevistas: Mauricio Petiz (11) 9578-5681

Prem Joshua e Krishna Das se apresentam no Yoga Pela Paz


Apresentações exclusivas serão nos dias 19 e 20 de agosto.

Dias 19 e 20 de agosto a banda internacional Prem Joshua e o cantor norte-americano Krishna Das farão apresentações exclusivas para o evento Yoga Pela Paz. Pela primeira vez no Brasil, a banda multi-instrumental e pioneira no “world fusion music” tocará na sexta-feira, dia 19, no espaço O BECO 203 e reunirá clássicos indianos, jazz, funk, soul e etno.

O renomado cantor americano Krishna Daz, considerado um dos maiores músicos de mantras do Ocidente, participa pela quarta vez do evento que reúne multidões, no sábado, dia 20, e canta sucessos como Om Namah Shivaya, Sri Ram Chalisa, Hallelujah Chalisa, Nina Chalisa, entre outros.

O show será no espaço APAS e contará ainda com o lançamento em português da autobiografia “Cantar Para Viver”. A obra, “Chants of Lifetime, Searching for a Heart of Gold”, foi traduzida e editada aqui no Brasil e retrata a trajetória do artista desde a cena rock dos anos 60 até o encontro espiritual, em uma viagem à Índia, que faz dele hoje referência mundial como intérprete e divulgador de mantras hindus.

Os ingressos para as apresentações estão à venda no site do evento (www.yogapelapaz.com.br).



Serviço



Show Prem Joshua

Data: 19 de agosto de 2011

Horário: 21h

Local: O BECO 203

R. Augusta, 609 – São Paulo

Ingresso: R$70,00



Show Krishna Das
Data: 20 de agosto às 21h
Local: Espaço APAS
Rua Pio XII, 1200 – Alto da Lapa
Ingresso: R$100,00
Classificação: Livre
Convites à venda no site: www.yogapelapaz.com.br

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ROCK IN RIO - "POR UM MUNDO MELHOR"

ROCK IN RIO INAUGUROU HOJE A PRIMEIRA SALA DE MÚSICA DO PROJETO “POR UM MUNDO MELHOR”

Escola Municipal Pereira Passos foi a primeira, de dez escolas, a receber uma sala de música Rock in Rio

A organização do Rock in Rio realizou na tarde desta quinta-feira, 11, a inauguração da primeira sala de música Rock in Rio, na Escola Municipal Pereira Passos, no Rio Comprido. A ação faz parte do projeto social “Por Um Mundo Melhor”, que este ano traz como mote principal a música como alicerce na formação dos jovens. Estiveram presentes o Secretário Municipal de Turismo do Rio de Janeiro, Antônio Pedro Figueira de Mello, a Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, o músico e ator Raoni Carneiro, além de alunos e professores da escola contemplada.
Esta foi a primeira das dez contempladas pelo projeto, que visa transformar a vida de muitas crianças e adolescentes. Além do sexto ano – para os quais o ensino de música é obrigatório –, cada escola definirá quais turmas utilizarão as salas montadas pelo Rock in Rio e seus parceiros. Com isso, a expectativa é que pelo menos 10 mil alunos sejam impactados anualmente pelas salas de aula de música.
O projeto prevê ainda a formação de 30 professores de música da rede municipal de ensino a partir da metodologia “O Passo”, criada por Lucas Ciavatta. A técnica será utilizada nas dez escolas que integram a parceria. O objetivo é criar um projeto piloto que, no futuro, possa ser replicado em mais escolas municipais e estaduais.
“O Rock in Rio acredita que a música é uma importante ferramenta para apoiar a educação e formação de crianças e jovens porque comprovadamente estimula a memória, a relação com os amigos e auxilia nos resultados positivos das outras disciplinas. Estamos muito felizes pelos 30 professores que aceitaram o desafio de receber a formação pelo “O Passo” para que juntos possamos avaliar os benefícios do aprendizado da música ao longo do tempo”, ressaltou Roberta Medina.
Para o secretário de turismo Antônio Pedro Figueira de Mello, esta é uma nova maneira de deixar legados para a cidade. “Estamos deixando um legado humano, contribuindo para a vida desses jovens a partir de a formação de cada um na disciplina música”, declarou.
Já a secretária de Educação, Cláudia Costin, reforçou o empenho do município em mudar a educação do Rio de Janeiro. “Queremos formar músicos, mas acima de tudo queremos formar cidadãos para a inserção em uma sociedade mais civilizada. Esta sala é um sistema de ensinar música e vamos torcer para que este espaço dê filhotes, se multiplique. Queremos seja referência para todas as escolas do Rio e do Brasil e que a música mostre seu poder e contribua em todo o processo de aprendizado”, disse.
Durante a coletiva Raoni Carneiro, casado com a atriz Fernanda Rodrigues, lembrou que seu primeiro contato com a música aconteceu no período de estudante e em uma escola pública. “Fiquei muito feliz ao conhecer esta parte do projeto social. Tive meu primeiro contato com a música nessa fase e em uma escola pública. Hoje é parte da minha vida. Com este projeto, a música deixa de ser uma escola e passa a fazer parte do cotidiano do aluno”.
Após a cerimônia, integrantes do grupo Monobloco e Felipe Reznik realizaram, para um grupo de 20 alunos, um workshop de percussão utilizando a metodologia “O Passo”.
Além de isolamento acústico (para não atrapalhar as demais aulas que acontecem simultaneamente), ar condicionado e mobiliário, a Phillips doou para cada sala iluminação especial, TV, CD player, DVD, e ainda serão entregues 30 instrumentos de percussão pela empresa IZZO Instrumentos Musicais. No total, 30 professores também estão sendo capacitados a partir da metodologia “O Passo”.
Até o inicio de setembro, mais nove salas de aula de música serão montadas nas escolas:
Escola Municipal Jornalista Assis Chateaubriand (Vila Isabel)
Escola Municipal Ceará (Inhaúma)
Escola Municipal Cardeal Câmara (Parada de Lucas)
Escola Municipal Itália (Rocha Miranda)
Escola Municipal Antenor Nascentes (Parque Anchieta)
Escola Municipal Dom Pedro I (Barra da Tijuca)
Escola Municipal Mário Casa Santa (Magalhães Bastos)
Escola Municipal Alba Canizares (Inhoaíba)
CIEP Ismael Nery (Santa Cruz)

Metodologia “O Passo”
A metodologia educacional “O Passo” foi criada por Lucas Ciavatta, em 1996, e é utilizada no Brasil e no exterior. Baseada num andar específico e orientado por quatro eixos (corpo, representação, grupo e cultura), “O Passo” introduz no ensino-aprendizagem de ritmo e som novos conceitos, como posição e espaço musical, e novas ferramentas, como o andar que dá nome ao método, notações orais e corporais e a Partitura d'O Passo “O Passo” não trabalha visando este ou aquele tipo de realização, e sim a construção de uma base, algo que traz inúmeras possibilidades e abre uma porta, não apenas para os ritmos e os sons, mas para a rítmica como um todo e para uma real aproximação com o universo sonoro. Assim, cada professor que se aproxima de “O Passo” traz para o método sua história, enriquecendo-o e ampliando seu alcance.
O projeto social “Por Um Mundo Melhor” tem o patrocínio da Locanty e da Kodak, patrocínio institucional do Governo do Estado e Prefeitura do Rio de Janeiro; patrocínio de mídia da Sky, Jornal O Globo, Rádio Mix e TV Globo; e o apoio da Estácio, Correios, Phillips, e Izzo.
Sobre o Rock in Rio
O Rock in Rio é o maior evento de música e entretenimento de todos os tempos, contando com nove edições realizadas no Brasil, Portugal e Espanha. O festival reuniu mais de 5 milhões de pessoas, que aplaudiram, ao vivo, 656 bandas. Foram mais de 780 horas de música, com transmissão para mais de 1 bilhão de telespectadores, em 80 países. Utilizando a música como linguagem universal, que une as pessoas em todo o mundo, o Rock in Rio é um veículo de comunicação de emoções.
O festival acontecerá nos dias 23, 24, 25, 29, 30 de setembro e 1 e 2 de outubro deste ano, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Por Um Mundo Melhor
Há 10 anos, o Rock in Rio assumiu a responsabilidade de também ser um veículo de comunicação para causas socioambientais com a criação do projeto Por Um Mundo Melhor. Em nove edições, milhares de pessoas, no Brasil, em Portugal, na Espanha e em diversos outros países, foram beneficiadas pelos investimentos provenientes da venda de ingressos do evento e das ações promovidas pelos parceiros, que somam mais de 5 milhões de euros. Entre as ações desenvolvidas foram plantadas mais de 40 mil árvores; foram construídos uma escola, na Tanzânia, e um centro de saúde no Maranhão. O Rock in Rio também formou 3.200 jovens no ensino fundamental, no Rio de Janeiro; colocou 760 painéis solares em escolas públicas, em Lisboa; e montou 14 salas sensoriais em ONGs para atender crianças com deficiências mentais e visuais. Além disso, desde 2006, o Rock in Rio se compromete a compensar 100% das emissões de CO2 do evento — com auditoria da Delloite — e investiu num plano de redução de emissões, que incluiu a elaboração de um manual de boas práticas para patrocinadores e fornecedores, o qual vem sendo aperfeiçoado a cada edição e é utilizado até hoje em todos os países onde é realizado.
Para esta edição, as ações do projeto “Por Um Mundo Melhor” têm como mote principal a música como alicerce na formação dos jovens. Entre as ações estão: uma grande campanha de doação de instrumentos musicais, que inclui a criação de oficina de luthier (profissionais especializados na confecção e manutenção de instrumentos musicais) para capacitação de jovens em assistentes de luthier, montagem de dez salas de músicas em escolas públicas do Rio de Janeiro e a formação de 30 professores de música a partir da metodologia “O Passo”; e ainda a transmissão ao vivo do festival nas comunidades Batan e Cidade de Deus; e o concurso “1 Ingresso Por 1 Mundo Melhor”, destinado a estudantes da rede pública de ensino.
Doe um instrumento novo, usado ou avariado nas agências cadastradas dos Correios e mude a vida de milhares de jovens - www.rockinrio.com.br/porumundo

Show de Rock no Terminal São Mateus


A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), juntamente com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), promovem no próximo dia 16, às 18h, mais um show do Projeto Som Jovem com cantor e guitarrista Luiz Navarro no Terminal São Mateus, Zona Leste de São Paulo.
Após tocar com a banda Emplasto por cinco anos, Luiz Navarro, agora em carreira solo, apresenta suas músicas com repertório bem variado e pop, mas sempre com um bom toque do antigo rock.
Luiz Navarro tocou como guitarrista e segunda voz se apresentando em vários locais de São Paulo. A procura de novos desafios encara uma nova fase interpretando suas próprias canções e de parceiros que traduzem muito bem sua personalidade.
Administrado pela Coordenadoria da Juventude, o Projeto Som Jovem é fruto da parceria entre a SMPP e a São Paulo Transporte (SPTrans), que disponibiliza espaços onde diversos músicos emergentes tem a oportunidade de apresentar shows com os mais variados estilos musicais.
Os shows acontecem em pontos estratégicos da Cidade de São Paulo na hora do rush e já se tornou mais uma opção de entretenimento e diversão gratuita para toda a população.
Serviço:

Som Jovem - Terminal São Mateus
Quando: 16 de agosto
Horário: 18h
Endereço: Terminal São Mateus - Av. Adélia Chohfi

Videoclipe contra exploração sexual infanto-juvenil tem mais de 40 mil acessos

Gravação contou com a participação de 22 artistas da música brasileira. Juntos, eles cantaram, num gesto de carinho, em favor de milhares de crianças e adolescentes

Com apenas um mês desde o lançamento oficial, o videoclipe da música Carinho de Verdade já contabiliza 42 mil acessos no site YouTube. Luan Santana, Ivete Sangalo, Xuxa, Maria Gadú e outros 18 cantores, ícones de diversos estilos musicais, abraçaram a causa, voluntariamente, contra a exploração sexual de crianças e adolescentes.

A gravação também circula nas páginas do Twitter e Facebook, onde já alcançou aproximadamente 20 mil visualizações e compartilhamentos. O clipe foi lançado oficialmente durante o seminário de comemoração aos 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, no dia 13 de julho, em Brasília.

O videoclipe da Campanha Carinho de Verdade, foi desenvolvido pelo Conselho Nacional do SESI. Para a produção, a instituição reuniu um grande time: Luiza Possi, Luan Santana, Fafá de Belém, Sandra de Sá, Ivete Sangalo, Xuxa, Maria Gadú Zélia Duncan, Fagner, Vitor e Léo, Lenine, Jerry Adriani, Toni Garrido, Aline Barros, Léo Jaime, Daniel, Preta Gil, Saulo (Banda Eva), Buchecha, Beth Carvalho e padre Fábio de Melo. O clipe está disponível no portal da campanha: www.carinhodeverdade.org.br.

Além da canção, gravada no Rio de Janeiro, os artistas também deixaram vários depoimentos em favor da proteção aos direitos de crianças e adolescentes. O padre Fábio de Melo ressaltou a necessidade de uma nova postura da sociedade brasileira diante do problema da exploração: "Cuidar bem de uma criança é dar ao mundo a oportunidade de ser melhor. A gente muda o mundo mudando a nossa consciência, o nosso jeito de enxergar as coisas".

Já Fafá de Belém afirmou que é preciso falar abertamente sobre o tema e denunciar os casos de violência. "É fundamental falar, alertar amigos e familiares sobre a necessidade de denunciar casos de abuso e exploração sexual, pois muitas vezes o violador é um familiar ou alguém muito próximo e por isso a criança não o denuncia", destacou.

Carinho de Verdade – A campanha teve início no ano passado, com o objetivo de mobilizar a sociedade para o enfrentamento de questões, como o abuso e a exploração sexual infantojuvenil por meio de denúncias ao Disque 100. Seu lançamento foi realizado no Rio de Janeiro, junto a um dos maiores cartões postais do Brasil, onde foi feita uma simulação por meio de projetores do “maior abraço do mundo”, levando o Cristo Redentor a "abraçar" a causa.

Para assistir o videoclipe, acesse: http://www.carinhodeverdade.org.br

SELO SESC LANÇA DVD “DE SPECTRIS SONORUM,” DE FLO MENEZES, EM CONCERTO NO SESC CONSOLAÇÃO

Autor apresenta obras eletroacústicas produzidas no período de 1986 a 2007, que integram DVD (surround 5.1) ilustrado por vídeos experimentais, em concerto com orquestra de alto-falantes da Unesp


O Selo SESC lança o DVD “De Spectris Sonorum”, que apresenta a produção criativa de Flo Menezes entre 1986 e 2007, em versão multi-espacial (surround 5.1). Um concerto do autor com a orquestra de alto-falantes da Unesp, no dia 17 de agosto, no Teatro Anchieta, no SESC Consolação marca o lançamento. As obras escolhidas para a produção abordam desde as primeiras experiências de Menezes no universo eletroacústico até obras mistas mais recentes, conjugando recursos eletroacústicos com solistas, quarteto de cordas ou grande orquestra.

Ao ouvir o DVD em home theater, é possível apreciar de maneira única o trabalho do autor, pois o espaço constitui um dos parâmetros mais fundamentais de poética musical de Menezes. Vídeos experimentais de artistas como Kiko Goifman, Jurandir Müller, Carmela Gross, Regina Johas, Alberto Lefèvre e Branca de Oliveira ilustram as peças. O DVD também traz o registro da estreia da obra “Traces” (2007) com o renomado Arditti String Quartet, gravado pela SESC TV no Teatro do Sesc Vila Mariana.

Inovações radicais do século XX, como a utilização de aparatos eletrônicos como matrizes sonoras para a música de concerto realizada por criadores como Pierre Schaeffer, Pierre Henry e Herbert Eimert tornaram necessária a elaboração de novas gramáticas para a composição e a escuta. Nomes fundamentais da arte musical dos últimos cem anos, como Karlheinz Stockhausen, Luciano Berio e Pierre Boulez dedicaram-se ao desenvolvimento e consolidação desse novo modelo estético.

As criações de Flo Menezes emergem inicialmente de sua relação com estes mestres, que figuram entre aqueles com os quais completou uma sólida formação iniciada no Brasil sob a tutela de Willy Corrêa de Oliveira. Seu reconhecimento internacional, comprovado pelos diversos e importantes prêmios e concertos coroam um trabalho de grande independência e criatividade artísticas, ao mesmo tempo em que permanece constantemente voltado à educação e à difusão da música eletroacústica no Brasil.

A vanguarda e a experimentação da obra de Flo Menezes faz do autor um expoente de grande relevância para essa linguagem que, embora tenha um histórico de mais de cinqüenta anos, ainda causa espanto, interesse e admiração pela sua complexa expressividade.

Sobre Flo Menezes - Estudou composição na Universidade de São Paulo (USP) e fez mestrado em música eletrônica em Colonia (Alemanha). Atuou como compositor convidado do Centro di Sonologia Computazionale, da Universidade de Pádua, Itália, onde se especializa em música computacional.Doutorou-se pela Universidade de Liège, na Bélgica, com tese premiada, no 1º Concurso Internacional de Musicologia, em Latina, Itália. Fez pós-doutorado na Fundação Paul Sacher, Basiléia (Suíça). Em 1997 recebeu um dos méritos acadêmicos mais valorizados no meio ao tornar-se o livre-docente mais jovem da história da Unesp. Menezes obteve os principais prêmios Internacionais de Composição Eletroacústica em países como Paris, Argentina, Áustria, Itália, entre outros. É autor de vários textos e de cinco livros, publicados no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Considerado pela crítica dentro e fora do Brasil como um dos principais compositores de sua geração, Flo Menezes é Professor de Composição e Música Eletroacústica da Unesp e Diretor do Studio PANaroma daUnesp.

SERVIÇO:
SELO SESC LANÇA DVD “DE SPECTRIS SONORUM”, DE FLO MENEZES, EM CONCERTO NO SESC CONSOLAÇÃO
Quarta-feira, 17 de Agosto, às 21h
SESC Consolação. Teatro Anchieta
Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque
Telefone: 11 3234-3000
Não recomendado para menores de 14 anos
Ingressos: R$ 10,00 [inteira]; R$ R$ 5,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]; R$ R$ 2,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado noSESC e dependentes]

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ENTREVISTA COLETIVA OMB-CRESP SOBRE O FIM DA ANUIDADE

TRECHOS DO PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE DA ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL – CONSELHO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, PROFESSOR ROBERTO BUENO em coletiva de imprensa realizada no dia 08/08/11 na sede localizada na Avenida Ipiranga, 318 – bl A – 6º andar.

Professor Roberto Bueno - Foto: Assessoria de Imprensa
Assunto: DECISÃO DO STF EM FAVOR DE MÚSICOS DE SANTA CATARINA QUANTO A ISENÇÃO DE FILIAÇÃO À ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL.


Numa entrevista coletiva realizada em 08 de agosto de 2011 (terça-feira), o Presidente da Ordem dos Músicos – Conselho Regional do Estado de São Paulo, Professor Roberto Bueno deixou uma mensagem aos internautas. Através de um vídeo gravado, leu aos jornalistas um trecho de um livro que conta a história de um Maestro chamado Paganini, um violinista que mesmo tendo as cordas de seu instrumento quebradas durante um concerto, superou as adversidades e realizou uma belíssima apresentação sendo ovacionado pelo público.

O texto que segundo o professor, ganhara na mesma tarde da entrevista, serviu de exemplo para ilustrar o momento difícil pelo qual a autarquia federal que preside, vem passando com a desmotivação e opinião publica confusa, com as informações distorcidas, propagadas pelos comunicadores e formadores de opinião. Concluindo a dissertação do texto disse: -“Quando tudo lhe parece que está perdido, lembre-se que ainda é possível nós vencermos... essa é a mensagem que eu tenho que dar... para quem não sabe, a música é o segundo gerador financeiro do mundo depois do petróleo e o que existe por trás dessas liminares, são deputados que usam o músico para angariar votos, são os grandes empresários da área artística que querem ver o músico relegado em segundo plano... A lei de 1960 precisa ser reformulada. A culpa não é da Ordem dos Músicos, a culpa é dos políticos desse país que nunca valorizaram os músicos... Todas as vezes que me perguntam sobre a situação do músico brasileiro eu respondo que é a pior situação do mundo inteiro... Os músicos que ganham dinheiro no país são no máximo quinze por cento, sendo cinco por cento, os artistas que estão no topo (esses ganham o que querem e o quanto querem); o segundo grupo de cinco por cento, ganha no máximo o seu salário, entre eles estão os professores das orquestras sinfônicas, filarmônicas municipais, federais ou estaduais que tem os seus direitos assegurados por lei “Graças a Deus” e o restante dos cinco por cento é composto de proprietários de escolas de música, bandas estruturadas e que conseguem sobreviver na área da música... agora, oitenta e cinco por cento dos músicos brasileiros, não têm direito a nada e não ganha nada, porque esses vivem de tocar na noite e se por acaso ao saírem do trabalho lhes acontecer alguma coisa, eles não tem direito à nada porque o empresariado que usa a música não quer recolher os direitos trabalhistas desses músicos que trabalham a noite... Se com a Ordem dos Músicos está difícil, sem a Ordem vai ficar um milhão de vezes pior, porque nós iremos retroceder no tempo... Uma profissão regulamentada prova que o cidadão tem profissão definida. O Presidente Juscelino fez questão de assinar a Lei 3857 de 1960, porque o Maestro José Siqueira que elaborou o projeto de lei para entregar na mão do Juscelino para que fosse aprovado, fez isso de dó ao ver o Cartola e outros músicos serem presos... Os músicos eram equiparados às prostitutas, que tinham que ter um documento emitido pela polícia para poder trabalhar. Quem não conhece a história diz que a Ordem dos Músicos foi criada num momento ditatorial, isso é uma grande mentira... FOI A DITADURA QUE CALOU A ORDEM DOS MÚSICOS DURANTE QUARENTA E DOIS ANOS... Isso precisa ficar claro, porque o projeto de lei que o Maestro José Siqueira fez, foi há muito tempo antes da ditadura. “Ele foi o primeiro presidente do conselho federal, que era no Rio de Janeiro naquela época, e a ditadura mandou prendê-lo dizendo que ele era comunista porque defendia os direitos trabalhistas do músico.”

Revista Música & Mercado: Por que a OMB alega que a carteirinha continua obrigatória, baseada em quê? Como fica a situação do músico que não tiver a carteira ao tocar na noite?


Professor Roberto Bueno declarou: - “Tudo é o resultado de uma determinada situação criada pelo antecessor do atual presidente do Conselho Regional de Santa Catarina. Esse processo é muito antigo em que foi feito um recurso especial por parte do ex-presidente que não fez uma administração como deveria ser feita... Como o nosso departamento jurídico ainda não teve acesso ao acórdão, eu não tenho ainda condições de dizer qual foi a decisão na íntegra. O que eu sei é o que todos nós tivemos acesso na imprensa. Que fique claro que essa decisão foi feita para Santa Catarina especificamente para um músico ou um pequeno grupo de músicos que constam nesse processo. A única coisa que nós fazemos hoje em dia é orientar o músico para que ele saiba quais são os seus direitos, deveres e obrigações porque MÚSICO LEGALIZADO É MÚSICO CONFIÁVEL ... A carteira é obrigatória porque a lei continua em pleno vigor, só que hoje em dia a Ordem dos Músicos não pune músico nenhum... Se o músico está atrasado [5...6 anos aqui] nós o isentamos do pagamento... nós não estamos aqui para impedir ninguém de trabalhar, muito pelo contrário... eu isentei todos os músicos atrasados do pagamento da anuidade e fui denunciado no tribunal de contas da união por querer ajudar o músico e fui absolvido. Hoje em dia nós temos feito o possível pelo músico, temos aqui cinqüenta músicos cegos que estudam de graça e nós estamos arrumando emprego para eles; estamos atendendo juntamente com as freiras da irmandade Santa Terezinha, cento e sessenta crianças de famílias de baixa renda e trezentos e cinqüenta moradores de rua no bairro do Brás, ensinando música; prestamos curso teórico para mais de trezentos músicos que querem tirar a carteira profissional; fornecemos advogados para consultoria jurídica. O que existe por trás de tudo isso são ‘interesses’ para que o músico não tenha a sua profissão legalizada. A COOPERATIVA QUE É APOIADA PELO DEPUTADO GIANNAZI explora músico e falsifica nota contratual.”



- Se por acaso o músico for pego se apresentando sem a carteira, o que acontece com ele?


- Nós vamos notificar a casa, não o músico! Para ver se estão recolhendo os direitos trabalhistas dele.


Revista Músico!: O senhor fala a respeito de São Paulo ou do Brasil?


- Hoje em dia está existindo uma unificação de todos os conselhos para que todos trabalhem em uníssono – como nós músicos dizemos – e não na dissonância. Nós estamos procurando fazer com que todos os conselhos sigam a mesma regra para que não haja conflito.


- Existe uma confusão nos depoimentos da internet em que os músicos questionam os benefícios que a Ordem dos Músicos NÃO OFERECE. Qual é a diferença entre o Sindicato e a Ordem dos Músicos?


- Sindicato é uma associação de profissionais que se reúnem em benefício de uma categoria. Ordem dos Músicos é uma autarquia federal criada por lei, que teve que passar pelo Congresso Nacional, pelo Senado Federal e por último para a Presidência da República para sancioná-la ou não e para revogá-la terá que passar por todas essas esferas novamente.


Revista Música & Mercado: E no caso desses músicos que não vão mais precisar pagar a anuidade junto à OMB?


- Os músicos que o Supremo Tribunal Federal decidiu isentar estarão livres de pagar a anuidade, mas a lei continua em vigor.

- Quais benefícios que os músicos têm pagando a anuidade na OMB – mesmo os de outros estados?

- Além dos já citados, cada estado, de acordo com as suas possibilidades econômicas, mantém benefícios. No Espírito Santo, por exemplo, os músicos têm muitos benefícios. Aqui (em São Paulo), nós temos seguro saúde, seguro de vida em grupo, departamento jurídico gratuito, cursos de aperfeiçoamento e aprimoramento para o músico, workshops; enviamos no mês passado dez mil cadernos de partituras para escolas de música do nosso cadastro que estão dispostas a abraçar a causa de músicos carentes que não tem como comprar material; criamos informativos através da revista Músico!, com celebridades que não nos cobraram um centavo para sair na capa e estão apoiando a OMB, distribuímos o Manual do Músico... Esse negócio de dizer que a Ordem dos Músicos persegue o músico é uma grande mentira, isso é coisa ultrapassada, do tempo de ditadura. A mentalidade hoje aqui é JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, PREJUDICAR O MÚSICO QUE FOR...


Revista Músico!: É verdade que o documento da Ordem permite ao músico abrir conta bancária e comprar instrumentos fora do Brasil?


- Com a carteira da Ordem dos Músicos, quando o músico vai se apresentar em outro país ele pode escolher o melhor instrumento de sua categoria musical e comprá-lo sem pagar nenhum imposto aqui no Brasil. A lei garante isenção de impostos na compra do instrumento musical para os músicos afiliados na OMB.

Revista Música & Mercado: Qual é a confusão com o Deputado Carlos Giannazi? Qual é a reivindicação dele?


- O objetivo do Deputado é conseguir votos. O único projeto que ele tinha do qual de vangloriava que era o de acabar com a nota contratual foi vetado... Ele se diz defensor de músico, mas não passa de um lobista que defende os interesses do empresariado que usa o estabelecimento sócio diversional para explorar músico.


Revista Músico!: E essa questão das cooperativas? O senhor pode falar o nome da cooperativa envolvida?


- Eu não tenho segredo nenhum, é a COOPERATIVA PAULISTA DE MÚSICA, o caso está no Ministério Público. O deputado diz que tudo o que ele fez foi baseado nesta cooperativa. Eu chamei todos eles na frente do Promotor Público de mentirosos e eles calaram a boca porque sabiam que eu estava falando a verdade. Eu tinha em mãos mais de cem processos contra essa cooperativa por fraude contra músicos. O abaixo assinado que ele promoveu com mil e novecentas assinaturas, quando fomos verifica-las na Ordem dos Músicos, não tem nem cinqüenta músicos.

- O senhor acha que os músicos estão mais preocupados com a história política da Ordem dos Músicos ou com os R$150 que eles têm que desembolsar todo ano para pagar a carteirinha?


- Eu não acho que seja pelos R$140 (corrigindo o valor), porque se o músico não tem todo esse dinheiro ele pode pagar por mês, do jeito que puder, porque eu não vou deixar músico sem trabalhar.




Nota da Assessoria de Imprensa: O vídeo disponível no Youtube com o título de “COLETIVA OMB-CRESP” publicado em 09/08/11 tem aproximadamente 40 minutos e está sem corte.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MÚSICO GANHA CAUSA EM SANTA CATARINA E NÃO PRECISA MAIS DA CARTEIRA DA OMB

Texto Publicado no site do Ministério da Justiça

O exercício da profissão de músico não está condicionado a prévio registro ou licença de entidade de classe. Esse foi entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por unanimidade dos votos, desproveu o Recurso Extraordinário (RE) 414426, de autoria do Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), em Santa Catarina.

O caso


O processo teve início com um mandado de segurança impetrado contra ato de fiscalização da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), que exigiu dos autores da ação o registro na entidade de classe como condição para exercer a profissão.
O RE questionava acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que, com base no art. 5º, incisos IX e XIII, da Constituição Federal (CF), entendeu que a atividade de músico não depende de registro ou licença e que a sua livre expressão não pode ser impedida por interesses do órgão de classe.
Para o TRF, o músico dispõe de meios próprios para pagar anuidades devidas, sem vincular sua cobrança à proibição do exercício da profissão. No recurso, a OMB sustentava afronta aos artigos 5º, incisos IX e XIII, e 170, parágrafo único, da CF, alegando que o exercício de qualquer profissão ou trabalho está condicionado pelas referidas normas constitucionais às qualificações específicas de cada profissão e que, no caso dos músicos, a Lei 3.857/60 (que regulamenta a atuação da Ordem dos Músicos) estabelece essas restrições.
Em novembro de 2009, o processo foi remetido ao Plenário pela Segunda Turma da Corte, ao considerar que o assunto guarda analogia com a questão do diploma para jornalista. Em decisão Plenária ocorrida no RE 511961, em 17 de junho de 2009, os ministros julgaram inconstitucional a exigência de diploma de jornalista para o exercício profissional dessa categoria.


Voto da relatora
“A liberdade de exercício profissional – inciso XIII, do artigo 5º, da CF – é quase absoluta”, ressaltou a ministra, ao negar provimento ao recurso. Segundo ela, qualquer restrição a esta liberdade “só se justifica se houver necessidade de proteção do interesse público, por exemplo, pelo mau exercício de atividades para as quais seja necessário um conhecimento específico altamente técnico ou, ainda, alguma habilidade já demonstrada, como é o caso dos condutores de veículos”.
A ministra considerou que as restrições ao exercício de qualquer profissão ou atividade devem obedecer ao princípio da mínima intervenção, a qual deve ser baseada pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Em relação ao caso concreto, Ellen Gracie avaliou que não há qualquer risco de dano social. “Não se trata de uma atividade como o exercício da profissão médica ou da profissão de engenheiro ou de advogado”, disse.
“A música é uma arte em si, algo sublime, próximo da divindade, de modo que se tem talento para a música ou não se tem”, completou a relatora. Na hipótese, a ministra entendeu que a liberdade de expressão se sobrepõe, como ocorreu no julgamento do RE 511961, em que o Tribunal afastou a exigência de registro e diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Totalitarismo
O voto da ministra Ellen Gracie, pelo desprovimento do RE, foi acompanhado integralmente pelos ministros da Corte. O ministro Ricardo Lewandowski lembrou que o artigo 215, da Constituição, garante a todos os brasileiros o acesso aos bens da cultura “e as manifestações artísticas, inegavelmente, integram este universo. De acordo com ele, uma das características dos regimes totalitários é exatamente este, “o de se imiscuir na produção artística”.
Nesse mesmo sentido, o ministro Celso de Mello afirmou que o excesso de regulamentação legislativa, muitas vezes, “denota de modo consciente ou não uma tendência totalitária no sentido de interferir no desempenho da atividade profissional”. Conforme ele, “é evidente que não tem sentido, no caso da liberdade artística em relação à atividade musical, impor-se essa intervenção do Estado que se mostra tão restritiva”.
Para o ministro Gilmar Mendes, a intervenção do Estado apenas pode ocorrer quando, de fato, se impuser algum tipo de tutela. “Não há risco para a sociedade que justifique a tutela ou a intervenção estatal”, disse.
Liberdade artística
O ministro Ayres Britto ressaltou que no inciso IX do artigo 5º, a Constituição Federal deixa claro que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação. “E, no caso da música, sem dúvida estamos diante de arte pura talvez da mais sublime de todas as artes”, avaliou.
Segundo o ministro Marco Aurélio, a situação concreta está enquadrada no parágrafo único do artigo 170 da CF, que revela que é assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei. “A Ordem dos Músicos foi criada por lei, mas a lei não previu a obrigatoriedade de filiação, nem o ônus para os musicistas”, salientou.
Por sua vez, o ministro Cezar Peluso acentuou que só se justifica a intervenção do Estado para restringir ou condicionar o exercício de profissão quando haja algum risco à ordem pública ou a direitos individuais. Ele aproveitou a oportunidade para elogiar o magistrado de primeiro grau Carlos Alberto da Costa Dias que proferiu a decisão em 14 de maio de 2001, “cuja decisão é um primor”. “Esta é uma bela sentença”, disse o ministro, ao comentar que o TRF confirmou a decisão em uma folha.


Casos semelhantes
Ao final, ficou estabelecido que os ministros da Corte estão autorizados a decidir, monocraticamente, matérias idênticas com base nesse precedente.

EC/AD

NOTA PARA A IMPRENSA:


O Presidente da Ordem dos Músicos - Conselho Regional do Estado de São Paulo se pronunciará em coletiva de imprensa na segunda-feira, dia 08/08/11 às 14h00 no auditório da sede da OMB/CRESP, localizada à Av. Ipiranga, 318 - Bl A - 6º andar. Os jornalistas interessados em participar da coletiva, deverão credenciar-se até o dia 05/08/11 no email claudiasouza.assessoria@hotmail.com ou pelos telefones: 11 9803-3384 / 6218-9888 / 8168-3595 / 7737-5416 ID 11*23185.




NOTA DE ESCLARECIMENTO DO PRESIDENTE DA ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL - Conselho Regional do Estado de São Paulo


A Ordem dos Músicos do Brasil – Conselho Regional do Estado de São Paulo vem a público esclarecer as dúvidas advindas da decisão do Supremo Tribunal Federal, em 1º de agosto de 2011, que negou provimento ao Recurso Extraordinário 414426.
 
A referida decisão teve como origem um Mandado de Segurança impetrado por músicos em Santa Catarina, em 2004, e os seus efeitos atingem somente as partes envolvidas no processo, não se estendendo aos demais músicos, conforme anunciado em diversos sites.

          Nesse sentido, a presente Nota de Esclarecimento tem por objetivo contradizer as notícias veiculadas na internet, visto que não traduzem a real verdade dos fatos.
          Ademais, a Lei nº 3.857/60 que regulamenta a profissão de “Músico” continua em pleno vigor.  

         Outrossim, o assunto é polêmico e nos causa grande inconformismo, pois resta claro o prejuízo causado à categoria, que sofre, cada vez mais o descaso e desamparo das autoridades competentes.
São pessoas alheias à realidade dos músicos que decidem o destino trágico de muitos em prol da felicidade de poucos; que, em nome de uma falsa liberdade que beneficia somente o pólo mais forte da relação laboral, abandonam à própria sorte aqueles que trabalham em troca de miséria.
São Músicos que ficam cada vez mais a mercê dos contratantes que não recolhem os encargos devidos, sem aposentadoria, sem o respeito merecido, sem a tão sonhada dignidade, sem qualquer tipo de contrato escrito que possa valer seus direitos.

É lamentável!
  
Do menor dos menores,

PROFESSOR ROBERTO BUENO

Presidente da OMB-CRESP

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MARIA CHRISTINA SE APRESENTA NA I VIRADA CULTURAL DA TATUAGEM

Maria Christina na I Virada Cultural da Tatuagem - Foto: Claudia Souza

A cantora Maria Christina vencedora do Programa Ídolos 2008 apresentou-se na I Virada Cultural da Tatuagem que aconteceu nos dias 30 e 31 de Julho na cidade de São Bernardo do Campo.
O evento aconteceu no estúdio Jhonny Tattoo que reuniu profissionais da área, adeptos da tatuagem e artistas. No local o público pode contar com diversos itens exclusivos de roupas, acessórios, bijous, piercings, alargadores e muita tatuagem. Jhonny, o proprietário do estúdio fundado há seis anos, ficou feliz com a nova experiência e prometeu realizar em breve a II Virada.
Maria Christina, dona de uma belíssima voz, que também gosta de tatuagens e piercings, entoou belas canções e emocionou o público.

Para saber mais:

MARIA CHRISTINA
www.mariachristina.com.br
11 7120-4704 / 7963-7179


JHONNY TATOO
www.jhonnytattoo.com.br
R. Casper Líbero, 768 - São Bernardo do Campo
Tel: 11 2677-0900












MAIS  FOTOS:




CURIOSIDADES SOBRE A TATUAGEM


Tudo indica que bem antes da Era Cristã, a tatuagem já enfeitava o corpo das pessoas. Achados arqueológicos encontraram múmias com mais de 5600 anos com marcas de tatuagens pelo corpo.
Fotos da mão de uma múmia encontrada no Sul do Perú, mostra tatuagens nos dedos de alguém que viveu entre 900 a 1350 antes de Cristo.
Outra foto que circula na internet é do rosto de outra múmia do sexo feminino que seria Inca e apresenta também uma tatuagem no rosto.
Outros achados arqueológicos datados de 4000 a.C. também demonstram peças com representações de corpos tatuados. 
Com o tempo a tatuagem virou marca de identificação de sacerdotisas, guerreiros, identificação para punir criminosos, símbolo de poder, expressão religiosa, adoração às divindades e homenagens. De acordo com cada expressão cultural, os tatuados eram ou não discriminados. Algumas religiões abominaram a tatuagem por acreditarem tratar-se de símbolos demoníacos, já os marinheiros antigos, adotavam a tatuagem como uma maneira de serem identificados ou para carregar consigo em alto mar a lembrança daquilo que gostavam em terra firme.
Fotos:
Fotos antigas de marinheiros se tatuando
Mumia encontrada com o rosto tatuado
Mão de múmia com 5 mil anos tatuada
Pequenas ferramentas utilizadas para tatuagem
Achado arqueológico que reproduz pessoa tatuada

VÍDEO