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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tire suas dúvidas de como se vestir bem e combinar gravatas com camisas


Homens que se vestem bem deixam boas impressões tanto profissionalmente como socialmente.

Quem trabalha com roupa social ou gosta de se produzir com roupas mais elegantes sempre fica em dúvida sobre como combinar a gravata com a camisa. Uma decisão importante, pois cuidar do visual é super importante e hoje em dia há um consenso que a aparência conta, e muito, na reputação de um bom profissional.

Algumas combinações podem ser ‘gritantes’ demais, ou mesmo ‘brega’. Muitos músicos perdem novas oportunidades por apresentarem-se de maneira inadequada em alguns eventos. É muito importante que ao fechar um determinado trabalho, o profissional procure saber com os contratantes, qual o traje adequado e fazer as suas adaptações para um look artístico de acordo com a ocasião.

Por isso, nos eventos sociais como: casamentos, coquetéis de lançamentos, congressos e entrega de prêmios, é necessário tomar alguns cuidados como: evitar cores berrantes, xadrez exagerado, camisas curtas no punho, calças curtas nos tornozelos e roupas de tamanho menor ou maior do que o manequim real da pessoa. O exagero de acessórios ou cores desconectadas também estragam qualquer visual.

Evite camisas com xadrez (tipo escocês) porque são bem mais difíceis de combinar. A regra básica para combinar o visual com o terno, caso vá utilizá-lo, continua sendo a harmonia de cores com a camisa, mesmo que elas tenham padronagens ou texturas. Se a gravata tiver textura ou cor, ela pode ser usada com terno risca-de-giz, mas não use com camisas estampadas. Com exceção das camisas com listra ou quadriculados discretos, que ficam bem com gravatas de poás.

Nas combinações as camisas brancas e azuis caem muito bem com todos os tipos de gravatas e aceitam diferentes combinações.
Quando optar por uma listrada é necessário ter mais cuidado na escolha da gravata, pois requerem atenção tanto com a largura das listras, quanto com as cores.
Já as camisas com quadriculado pequeno fica melhor com fundo neutro como branco e azul para ocasiões mais formais.

As gravatas podem ser as tradicionais ou as mais finas, e se quiser poderá dispensar os prendedores, ainda que seja um clássico dos guarda-roupas.
Fique atento a altura correta da gravata que deve ser até o começo da fivela do cinto. Para o nó da gravata, faça o que sabe melhor, considerando que o colarinho italiano precisa ser preenchido.

Fonte: Grife Remo Fenut—www.remofenut.com.br
Fotos: Divulgação


REVISTA MÚSICO! - N.4 - DEZEMBRO/09 - PÁGINA 32
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CICLO DA PROSPERIDADE ou da SOBREVIVÊNCIA: Em qual você está? - Por: Christian Barbosa

*Christian Barbosa

Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.
Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro.

http://www.triadedotempo.com.br/ e http://www.maistempo.com.br/


Os ciclos são as formas que escolhemos para viver, conduzir nossas escolhas e obter os resultados pessoais. Para entender melhor este conceito, é necessário imaginá-los em formato de espiral ascendente na prosperidade, descendente na frustração e circular na sobrevivência. Dessa forma, cada atitude tem uma conseqüência correspondente.

Assim, aqueles que prosperam, completam cada ciclo de sua vida num patamar mais elevado do que o inicial. Já os que estão frustrados terminam sua trajetória num nível mais baixo e aqueles que apenas sobrevivem jamais mudam.

No livro Mais Tempo, Mais Dinheiro, escrito por mim e pelo consultor financeiro Gustavo Cerbasi, há um teste capaz de identificar em que ciclo a pessoa está e quais atitudes ela deve tomar para ascender rumo à prosperidade, nível de equilíbrio entre dinheiro e tempo que traz consigo qualidade de vida e satisfação profissional.

Abaixo, explico melhor cada um deles.

Ciclo da Frustração - Nele, a pessoa faz muito mas não obtém resultados, por isso a frustração. Também é caracterizado como a fase em que não temos perspectivas de melhora no trabalho e as relações familiares não andam boas. Alguns outros itens:

- Falta tempo para se planejar;
- Falta de planejamento = tudo sai mais caro;
- Atividades se tornam urgentes;
- Falta de tempo e de dinheiro = estresse;
- Ansiedade e estresse prejudicam o trabalho;
- Ameaça de perder o emprego, saúde prejudicada, dívidas crescem;
- Horas extras para compensar = problemas pessoais.

Ciclo da Sobrevivência
Quem vive neste ciclo não “sai do lugar”.
Não aumenta seu consumo, não cresce na carreira. Está, enfim, estagnado num ponto e apenas sobrevive. Outras características deste momento:
- Se há tempo, não há vontade para se planejar;
- Colegas de trabalho são promovidos, mas continuamos na mesma;
- Termina o mês, contas em dia, mas nenhuma possibilidade de novos consumos;
- Falta poupança;
- Falta de qualidade de consumo;
- Trabalha-se muito, ganha-se bem, mas gasta-se tudo.

Ciclo da Prosperidade
É a evolução. O caminho ao qual devemos focar nossas atenções. Nele, o tempo e o dinheiro são usados de forma correta e equilibrada. Claro que os imprevistos também acometem os que vivem neste ciclo, a diferença é que aqui as pessoas sabem lidar com eles. Quem está no ciclo da prosperidade consegue atender a este tópicos:

- Dedicação de tempo para se planejar;
- Planos para ter mais tempo e mais dinheiro;
- Uso de tempo e dinheiro para se educar;
- Melhores condições de subir na carreira;
- Promoção e aumento de salário;
- Aumentam as condições de usar mais tempo e mais dinheiro;
- Educação + Qualidade de Vida = melhores condições de subir na carreira.

É fundamental salientar que as mudanças de patamar são possíveis e viáveis. Para isso, o primeiro passo é descobrir em que ciclo você está e, a partir daí, buscas novas atitudes e ferramentas que o ajudem a mudar.
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GRUPO PARÁBOLA GRAVA DVD AO VIVO COM A PARTICIPAÇÃO DE GRANDES NOMES DO RAP NACIONAL

Em 14 de Novembro, o rap da melhor qualidade rolou até tarde na Comunidade Rocha Eterna, na Vila Carrão em São Paulo.
O motivo da grande festa foi o lançamento do CD "Além do Padrão" e também a gravação do primeiro DVD ao vivo do Grupo Parábola.


Desta noite de muita rima participaram:
Elly Pretoriginal, do grupo DMN, Marcelo da Banda Kadoshi, Fex Bandollero, Lakers e Pá, Daquebrada, L.Dias, Banca D´K, Unson, Eficaz, N.O.I.S., Magrão, Efeitos entre outros que esquentaram ainda mais o clima de união presente no local.
Para A2, DJ Lipe, Biofa e Maykon, a gravação confirma mais uma vez que o Parábola é só vitória.
"Ficamos muito felizes com a presença dos manos convidados e também com a interação do público que já acompanha o som do Parábola há muito tempo."
O DVD chega às lojas no primeiro semestre de 2010.

m! - Qual o nome dos componentes do Grupo?
O Parábola hoje é formado por DJ Lipe, Maykon, A2 e Biofa.

m! - Seu grupo iniciou em 2001 e nestes sete anos, qual foi a experiência que mais marcou em seu trabalho?
Nesses anos todos, as experiências foram varias graças a Deus, difícil falar mas as mais marcantes foram as apresentações na Febém e em presídios, onde encontramos pessoas de diversos lugares, de diversos pensamentos, e por ser em lugar de clima tenso, que ao mesmo tempo passa a ser um clima bom de paz.

m! - Foi muito difícil gravar o CD?
Por ser um trabalho independente sim.

m! - De quem são as composições?
As composições são do próprio grupo, somos três mc’s (Mestre de Cerimônia): Maykon, A2 e Biofa.

m! - Vocês têm por objetivo, levar mensagens de paz, esperança e verdade. Sendo assim, o que vocês pensam em relação aos grupos que fazem músicas com temas ofensivos e eróticos?
É complicado falar do que os outros gostam de ouvir ou de fazer, mas em nosso modo de pensar é “não quero pra mim, o que não quero para meu filho” não quero ver nossos filhos dançado esse tipo musica, com coreografias sensuais e etc., e muito menos se tratando da apologia ao crime.

m! - Vocês acreditam que o artista possui uma verdadeira missão de formar opinião? e o que vocês procuram fazer para despertar interesses positivos no seu público?
Sim acredito, porque quando você está ali na frente você se torna uma referência, em nosso caso, falamos em nossas letras o cotidiano urbano, elevando a auto-estima, passando a elas que nesse mundo que vivemos, passamos por apertos e problemas, mas apesar de tudo isso, conseguimos viver uma vida digna.

m! - Além da música, vocês desenvolvem outro tipo de atividade, profissão... qual?
Sim, todos os integrantes trabalham, por coincidência Biofa e Dj Lipe trabalham em áreas administrativas em dois Hospitais, Maikon e A2 na parte administrativa, na área do Comércio.

m! - O que vocês acham que deveria ser feito para melhorar a visibilidade do movimento rap?
Bom, achamos que o Parábola já esta nesta missão de passar uma forma de paz, como vários grupos já estão com esse propósito. Acho que o povo não quer saber de quem matou e quem morreu, tem muita coisa boa para se falar sem ser a criminalidade, mas sim da realidade sem
esquecer do cotidiano que existe.

m! - O seu trabalho foi influenciado por quem? (qual artista ou gênero)
Nossa influencia musical vem desde o R&B, Soul, Louvor & Adoração, Jazz, Reggae, Rock, musica Latina, , MPB, Bossa Nova, Samba, Rap Nacional, até o Rap feito em Los
Angeles, feito em New York e Dirty South e muitos outros. Dessa mistura é feito o Parábola.

m! - Quais são os seus ídolos?
Não temos ídolos gostamos de música boa, a cada dia tem um som novo para ouvir independente de gênero.

m! - Nesse ano vocês fizeram um clipe chamado "Itaquera de Boa" podem falar qual foi a repercussão desse trabalho?
Foi grande graças a Deus! Foi muito além do que esperávamos, lançamos o clipe primeiramente na internet através de um grande portal especializado em hip hop, chama-se Central Hip Hop “chegando a um grande número de acessos em 2 dias”, depois lançamos no Youtube “onde temos recebemos muitos comentários até hoje”; pouco tempo depois conseguimos chegar a MTV, entrando na programação do programa MTV Lab BR.

m! - Como foi a gravação do novo DVD em novembro desse ano?
Cada show é um momento único na vida de um artista ou banda, principalmente quando é registrado num DVD, no nosso caso este momento foi registrado na festa de lançamento do álbum “Além do Padrão”, um álbum feito com muito trabalho e suor, que recebemos muitos elogios do público e da crítica, este, onde contamos com muitas participações mais que especiais e que para esta ocasião conseguimos reuni-las para a gravação tornando esse DVD para em um momento muito especial em nossas vidas.

m! - Vocês estão concorrendo ao Hútuz 10 anos, correto? O que esperam desse grande evento?
Sim, temos trabalhado bastante nesses últimos anos, e estar concorrendo nos incentiva a trabalhar e crescer muito mais ainda; entendemos que estamos concorremos com outros grandes nomes do rap nacional, mas esperamos sim ficar em uma boa colocação.


m! - Quais os objetivos para 2010?
Bom, para o primeiro semestre vamos lançar o nosso DVD e vamos iniciar a produção do novo disco do Parábola, fora algumas colaborações já certas.

Foto: MR1
Entrevista: Claudia Souza
REVISTA MÚSICO! - N.4 - DEZEMBRO - PÁGINA 26
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COMO SE DIVULGAR SE VOCÊ NÃO TEM DINHEIRO? Por: Claudia Souza

Divulgação é um dilema para aqueles músicos e artistas que estão iniciando carreira. Os que já são famosos, conquistaram seu espaço a duras penas, ao longo dos anos, ou tiveram um segredinho especial: uma boa Assessoria de Imprensa por trás.
O papel da Assessoria de Imprensa é fundamental para construir a imagem de um artista ou empresa e fazer com que o ‘produto’ se torne conhecido.
Palavras bem colocadas, descrevendo situações que se adaptem às pautas do momento, fazem com que a ‘embalagem’ do produto torne-se atraente para o tipo de mídia adequado, criando atalho para a divulgação institucional do nome ou marca.
A filtragem de veículos informativos é uma conquista diária para o Assessor de Imprensa, que precisa “se virar nos 30” para conquistar os redatores, pesquisar, reciclar, se adaptar às novas mídias e tecnologias.
Já para o cliente, ter um grande currículo não é o suficiente. Em nossa redação chegam releases imensos de artistas e músicos de todos os gêneros, mas que são impossíveis de publicar, ou porque não possuem um conteúdo atrativo para o leitor, ou porque não dispõem de imagens de qualidade.
Muitos artistas, ainda sem fatos para mostrar,começam seu release, contando uma história desde a infância, enchendo a folha de palavras pra dar a impressão que possuem uma extensa carreira.
Bobagem! Fatos como: ‘ganhei meu primeiro violão aos sete anos’, ’abandonei a música para virar dona de casa’, ‘filha de pais nordestinos, nascida na beira de um rio’, ‘passei fome’, etc. são muito bonitos para se contar, depois que o artista está famoso. Faz parte do marketing sensacionalista, para fazer parecer que aquele mega astro, mesmo após ter enriquecido, não abandonou as suas origens. Os artistas emergentes da pobreza fazem questão de contar os seus sofrimentos, para se aproximar da realidade do público que os está lendo ou assistindo, porque vendem mais para aqueles que se identificam com a sua imagem, além é claro de sentirem-se envaidecidos por mostrar para o mundo que venceram, como num conto de fadas. Duvido que quando estão em Dubai, Las Vegas, ou em turnê num desses cruzeiros
marítimos eles fiquem comentando as agruras do passado...
Na realidade, a grande massa da população brasileira é pobre, mas mesmo assim, vai aos shows, compram Cds, DVDs ou produtos da marca do artista. São os que realmente sustentam a máquina.
A mídia por sua vez, se aproveita para criar pautas de interesse popular e que acabam prendendo a atenção desse público (maioria) fazendo com que o objetivo final seja alcançado—divulgar os produtos e aumentar a audiência!
As maiores empresas e celebridades, além de anunciar em diversos veículos e criar suas campanhas com agências de publicidade, ainda possuem uma ou várias assessorias de imprensa. Por isso são famosas. Elas não desprezam nem os pequenos blogueiros que hoje são considerados grandes formadores de opinião. É um trabalho de formiguinha, um verdadeiro namoro e cortejo, que exige tempo, persistência e acima de tudo, paciência; mas que no final, garante ao cliente, uma grande economia em publicidade.
Mas, e o artista ou músico que está querendo ficar conhecido? Quanto terá que desembolsar para atingir este objetivo?
Para os que tem dinheiro, não querem perder tempo e não sabem como fazer, uma boa assessoria de imprensa resolve tudo. Custa em torno de R$2 a R$10 mil/mensais. Os trabalhos vão desde criar um site, manter o diálogo nos blogs, Orkut, twitter,
youtube, preparar fotos inéditas, acompanhar o cliente em eventos, responder os e-mails de fãs, filtrar jornalistas, registrar todas as ações, criar pautas de interesse, até a orientação de como o cliente deve se comportar em diversas situações.
A Assessoria de Imprensa é uma espécie de guarda costas da imagem do cliente e o preço varia de acordo com os serviços incluídos, o tempo de dedicação ao trabalho, equipe utilizada, etc.
Para os que não tem verba ainda, aqui vai a minha dica: pra começar, faça boas fotos. Hoje em dia, com as câmeras digitais em mãos, você conseguirá ótimas imagens até mesmo ao ar livre. Ajuste a sua câmera para fotos em alta resolução (no mínimo 3MB). Para quem entende de tratamento de imagem, programas como o Photoshop, por
exemplo, são uma mão na roda para dimensioná-las. Para os que não possuem afinidade com a tecnologia, existem diversos profissionais no mercado que fazem assessoria digital.
Fotos para serem enviadas para as revistas, devem ter no mínimo 300 dpi de resolução, para jornais, podem ter 150 dpi, já para a internet, o bom mesmo são fotos em baixa resolução com 72 dpi. O ideal é que estas fotos (para todos os casos) fiquem disponíveis num site para download quando necessário.
Mas lembre-se, simplesmente o seu release, não interessará para a redação. É preciso que você esteja atuando em algo que chame a atenção.
Por exemplo: Você vai fazer um show voluntário no asilo. Informe aos jornais da região, que no dia, hora, endereço tal, você estará fazendo um show para os velhinhos. Resumidamente, conte o objetivo da ação e aproveite para falar um pouquinho de você (qual repertório vai fazer, algum prêmio que ganhou, endereço do seu site, etc.). Não se esqueça de incluir uma bela foto [hoje em dia imagem conta muito]. Se na redação ou produção, tiver alguma pauta relacionada para a terceira idade, pode ser que você consiga uma publicidade gratuita e aí terá atingido o seu objetivo.

Em conversa com o jornalista Luiz Carlos Franco, um conceituado Assessor de Imprensa, sócio da empresa de comunicação Primeira Página (www.ppagina.com), ele disse:

“O artista deve adquirir noções de tudo um pouco.
Etiqueta para saber se comportar à mesa, para se vestir de acordo com a ocasião e um excelente media training, para não perder a oportunidade e não falar bobagem. Uma boa assessoria de comunicação/imprensa pode cuidar disso a partir de algumas reuniões com o interessado. Cultura geral também é básico: imagina o sujeito indo pra uma cidade fazer show e trocar o nome do município, não conhecer um pouco sobre a origem da cidade e da população, etc.”
Perguntei à ele: - O que você considera um erro fatal num release, que pode eliminar o interesse da imprensa em publicá-lo?
Sinceramente, release não cria oportunidade da pauta sem um contato com o jornalista, principalmente para termos a chance de explicar os diferenciais da
entrevista. Se é exclusiva, se temos novidades, etc.
Um release que comece com muito floreio e pouca objetividade não terá a menor chance de ser lido, quanto mais, se converter em matéria.

Para aqueles músicos e artistas iniciantes que não dispõem de verba para contratação de um Assessor de Imprensa, qual seria a sua dica que pode fazer a diferença?
Pegue uma pessoa da família que seja inteligente e tenha um pouco de estudo e disponibilidade. Depois, faça-a passar por um estágio (será cobrado) numa boa assessoria, para aprender o indispensável. Você terá ao menos uma pessoa interessada e esforçada cuidando desse novo talento.

Na próxima edição tem mais.
Anime-se! Quem não tem grana, FAZ!
BOAS FESTAS!

Claudia Souza
www.fadaceleste.com.br
REVISTA MÚSICO! N.4 - DEZEMBRO - PÁGINA 24
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SANDY canta com JASON MRAZ em São Paulo


Em 22/11, Sandy se apresentou ao lado de Jason Mraz na Chácara do Jockey.
Em uma participação especial durante o show do cantor no Festival Natura Nós – About Us, ela deu uma palhinha, substituindo a voz de Colbie Caillat na música Lucky.
Além de Jason, o Festival contou com a participação de grandes nomes da música como o ex-The Police Sting, Lenine, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e AfroReggae.
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REVISTA MÚSICO! N.4 - DEZEMBRO - PÁG. 23
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ED JONES Lança seu primeiro CD "DESAPEGO"

Depois de tocar em várias bandas de pop rock, gravar com vários artistas e dar aulas particulares de guitarra, Ed Jones grava seu primeiro trabalho solo "DESAPEGO" com músicas inéditas de sua autoria. No show, ele inclui alguns sucessos que fazem parte do seu vasto repertório de MPB entre as preferidas do seu público fiel.

Por ser engajado em causas sociais, contribuindo através de serviços voluntários para diversas instituições na zona leste, foi homenageado com o premio artista em destaque oferecido pela
Subprefeitura de Itaquera. Foi presença marcante no encerramento das festividades do aniversário de 323 anos do município.

Contato: Simone Souza 11 7465-7905

REVISTA MÚSICO! - N.4 - DEZEMBRO/09 - PÁGINA 23
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MOUSEFOOT - A solução ao alcance dos pés

Como todos os músicos que lêem música eu acabei me tornando um colecionador de papel, e não agüentava mais carregar as pastas lotadas de partituras.
Quando tinha que encontrar uma específica, era ’aquela’ dificuldade. Até que tive a idéia de usar o laptop de lado, fazendo com que a partitura coubesse inteira na tela.
Cheguei a escrever um programa básico de computador para poder usar as partituras digitalizadas, mas encontrei um programa livre na Internet que fazia tudo o que era necessário e passei a usá-lo. Porém, ainda tinha que tirar a mão do teclado para mudar a partitura, e isso todos nós sabemos, exige trabalho extra, tira a concentração, mesmo quando temos alguém para mudar a página.
Finalmente, criei o MouseFoot, uma simples caixinha com dois botões onde o da direita faz as páginas avançarem e o da esquerda as retrocede. Fica no chão e é acionado com o pé, adaptado a uma base destacável com o conjunto das alavancas e circuitos em uma pequena caixa onde pode-se encaixar o calcanhar e mover o pedal, trocando a partitura em sua tela com um simples toque.
O Mousefoot me faz feliz quando toco, e mais ainda, quando recebo e-mails dos músicos que já estão como eu tocando com as mãos livres.
Já chamado de Ovo de Colombo da música o MouseFoot tem como Mãe a necessidade. E agora com a patente registrada no INPI está à venda no meu site.

www.mousefoot.com.br

REVISTA MÚSICO! - N.4 - DEZEMBRO - PÁGINA 22
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A Filarmônica, Villa-Lobos e os Negros

Por: Fernando Rizzolo

O teatro não era grande, mas era espaçoso o suficiente para ser aconchegante naquela noite fria. Afinal, ouvir Villa-Lobos é quase um ato de oração ao Brasil. Com efeito, a grandeza da música erudita, quando tocada por uma boa filarmônica, nos leva a viajar na melodia, nos conduz à reflexão, arremessando-nos na seara da imaginação. Pois não há ninguém melhor que o grande compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, com sua música e ritmo, para desnudar de forma artística a essência do povo brasileiro.
Foi exatamente naquela noite, ao som das bachianas brasileiras, que descobri um Brasil que se transforma a cada dia. O público, na maioria oriundo de uma elite paulista, contava também com alguns ouvintes speciais. O que era raro anos atrás estava ocorrendo bem ali à minha frente. Alguns rapazes negros e de aparência humilde aplaudiam o concerto, sensibilizados pela beleza da música - pareciam acompanhar o ritmo cadente brasileiro, degustando a grandiosidade da melodia, embriagando-se de Brasil.
Ao observá-los, comecei a refletir sobre o papel dos negros na cultura, nas artes, na inclusão cultural, fruto de um trabalho social real do governo para finalmente levar a população negra e mais carente a compartilhar das diversas manifestações culturais do país. Não é por acaso que a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou o texto substitutivo do Estatuto da Igualdade Racial, que agora será votado no Senado.
O texto diz que “o Poder Público promoverá ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para a população negra, inclusive mediante a implementação de medidas visando à promoção da igualdade racial nas contratações do setor público”. Não há como pensarmos em igualdade racial sem tutelarmos as ações que visem à igualdade de oportunidades, principalmente no que tange ao mercado de trabalho. Temos que nos conscientizar de que houve, sim, uma defasagem cultural, de oportunidades, de inclusão social, resultado de toda sorte de injustiças que já perduram há 121 anos, desde a abolição da escravatura.
Talvez Heitor Villa-Lobos, ao fundir material folclórico brasileiro às formas pré-clássicas ao estilo de Bach, já estivesse prevendo que um dia sua música inspiraria mais que uma viagem à essência do povo brasileiro - inspiraria uma união racial que levaria suas composições eruditas a serem uma referência lógica; talvez previsse que o reflexo do gosto musical refinado por muitos teria por princípio a participação dos negros e da população excluída - que, de certa forma, serviu de inspiração e de sonho a este grande compositor brasileiro, que cantou um Brasil mais justo para todos nós.

Fernando Rizzolo é Advogado, Pós Graduado em Direito Processual, Professor do Curso de Pós- Graduação em Direito da Universidade Paulista (UNIP), Coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo, e membro efetivo da Comissão de Direito Humanos da OAB/SP, Articulista Colaborador da Agência Estado, e Editor do Blog do Rizzolo – www.blogdorizzolo.com.br

REVISTA MÚSICO! - N.4 - DEZEMBRO/09 - PÁGINA 22
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